quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

“Não vou sair hoje, não tenho roupa” e divagação

Estou pensando em mudar o template do blog. Daí por um segundo pensei  “Só vou escrever postagens novas e legais  se  conseguir achar e mudar o template” e não, eu posso continuar escrevendo textos com esse template mesmo, NÃO É O TEMPLATE QUE ESCREVE CONTEÚDO.

E pensei em quantas coisas na vida deixamos de fazer porque não estamos com o cabelo do jeito que queríamos ou porque não tem o sapato da moda ou a bolsa incrível, e isto É LOUCURA.

Este pensamento é capitalista e perturbador; se temos consciência, porque somos desse jeito?

Parte é culpa da sociedade que nos mede pelo que nós temos e não pelo que somos, e parte é porque deixamos essa “sociedade”; que não é nossos amigos, nem nossa família, ocupar um espaço grande na nossa vida com um comentário maldoso. O pior, e mais triste, é quando não existe comentário maldoso, mas estamos tão magoados com alguma coisa que não tem nada a ver com objetos, e com autoestima abalada, que canalizamos frustrações em algo material como se esse objeto fosse alterar a realidade vívida. E formamos as frases mais bobas: “Se eu tivesse esse objeto seria tão especial”, “Ficaria mais linda com ESSE batom” etc etc etc

Tem um ditado que diz “A grama do vizinho é sempre mais verde” e não poderia ser mais verdadeiro. Você pode achar que sua vida é um mar de fracassos, mas fulano, que está de longe, pode achar que sua vida é um filme hollywodiano ou uma animação de princesas, que quando você acorda pela manhã, passarinhos cantam na sua janela e você acompanha com um lindo cantarolar afinado.

O que eu quero dizer é: Se permita. Como disse Álvaro de Campos no poema chamado “Lisbon revisited”:
                             Queriam-me casado, fútil, quotidiano e tributável?’

E eu preciso começar a seguir meus próprios conselhos. Isto é algo a ser estudado: Como conseguimos resolver os problemas dos outros e os nossos não? Deve ser pela mesma lógica da grama, “os problemas dos outros parecem sempre menores comparados aos nossos”. Mas isso é assunto para outra postagem. 

Essa cabeça quadrada não é por acaso

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