sexta-feira, 24 de abril de 2015

Resenha do filme: The signal (O sinal – Frequência do medo)

Não contêm spoiler.
Não sou experta em filmes. Também não estudo cinema, só fiz uma optativa na faculdade chamada “Narrativas seriadas” que de tão boa me fez tomar coragem para escrever sobre esse filme que é incrivelmente inquietante.  

Sinopse:
Três amigos estão em uma viagem pelo sudoeste americano à procura de um gênio da computação, que conseguiu invadir os computadores do MIT e expor uma série de falhas de segurança. Eles acabam indo parar em uma área isolada, onde, de repente, tudo fica escuro. Quando Nic (Brenton Thwaites) enfim desperta, logo percebe que está em meio a um pesadelo. (Filme de 2014)

Elenco: Laurence Fishburne, Brenton Thwaites, Olivia Cooke e Beau Knapp

Direção: William Eubank

Foto: Divulgação

Minha opinião sem ordem cronológica:
Dois jovens muito inteligentes e totalmente comuns, entram em contanto com um, aparentemente, hacker e resolvem bancar detetives e tudo muda na vida deles.  Esse poderia ser o resumo do filme.

Um garoto com alguma limitação física, sua namorada que está de mudança para Califórnia e um amigo, estão numa viagem de carro passando algum tempo juntos; parecia mais do mesmo.  Até aí, você não dá absolutamente nada pelo filme, mas só até ai. O filme aborda a internet e a relação que os jovens têm com ela.  Uma relação que pode ser tornar obsessiva e perigosa.

Como é ficção científica, ou seja, é uma forma de ficção que lida principalmente com o impacto da ciência, tanto verdadeira como imaginada, sobre a sociedade ou os indivíduos, pode ter certeza que não é só isso.  

Foto: Divulgação
Não achei que tinha muitos recursos tecnológicos, sem luzes exageradas, coisas voando... nada desse tipo.  Foi produzido e dirigido através de uma ótica bem real, o que o deixou mais “realista”. Apesar de citar a famosa e polêmica Área 51, para quem não sabe, era uma base militar, instituição, que o governo norte-americano só admitiu a existência em 1994, fazia teste em aeronaves e, alguns ufólogos e grupos que estudam fenômenos não identificados, diziam que na Área 51 guardavam segredos, como informações sobre extraterrestre.

O filme é tenso e genial, tem pouca trilha sonora, quando tocou a música Ave Maria de forma eletrônica acho que foi o ápice; é de arrepiar.  Um filme muito, muito bem feito, você só vai descobrir o que está acontecendo no final. 

Os três se encontram com o que há de mais misterioso, se deparam com o desconhecido, descobrem que tudo aquilo que eles nem imaginavam existir, existe.


Não posso deixar de comentar a atuação do Laurence Fishburne que já está acostumado com esse gênero de filme desde “Matrix”, contamos com a sua seriedade e mistério em cena que ele consegue passar, através de gestos e olhares.  Os atores Thwaltes e o Knapp nos convencem como amigos, com demonstrações de amizade e amor em cenas que já selecionei como favoritas.

Foto: Divulgação

O filme inteiro levanta questões e as respostas você terá que buscar junto com o Nic (o protagonista). No início você não entende bem o que está acontecendo, não está claro e é de propósito, não iriam entregar o ouro tão fácil.

Outro ponto do início do filme que me intrigou é essa “coisa” que os jovens têm que os cineastas adoram explorar: a necessidade de se sentir útil e se desafiar constantemente, é não é aquela famosa máxima: “Os jovens acham que nada pode os afetar, por isso arriscam” ou qualquer frase desse tipo, acho que o filme mostra exatamente o contrário.  E depois de um impasse, uma pequena crise numa cena no estacionamento, o filme me prendeu de vez. Vocês verão por que!  


Nota: 9,5


Beijos e até a próxima

20 comentários:

  1. vim pesquisar sobre esse filme pois estava assistindo Interestelar no Youtube e o Sinal aparece aparece como poção pra assistir! fiquei bem curioso pra assisti-lo ainda mais depois que li o seu Texto! gostei de conhecer esse Café e desejo vida Longa para o seu Blog e tenha muito sucesso nesse seu projeto!!! Marcos Punch

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    1. Muito obrigada! Que Deus, os astros, as fadas, a galaxia te ouça. Sucesso nos seus projetos também. Continue acompanhando.

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  2. Para esse filme, teve duas opiniões:
    Quem entendeu, gostou!
    Quem não entendeu ou só curte "filme de explosões e tiros", não gostou!
    Particularmente, a atuação de Brenton (nic) foi muito boa. Bom filme!

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    1. Hahaha!
      Quem gostou, assim cm VOCÊ, é porque teve capacidade p entender o filme.
      Quem não gostou, é porque não entenderam e só devem gostar de filmes de explosões e tiros.
      Grande comentário.
      Filme bem fraquinho. O que salva na minha opinião são as atuações de um bom elenco. A não ser que tenha uma continuação.
      Achei a opinião aqui exposta melhor que o filme propriamente dito. Mas, como tem gosto pra tudo, e até pessoas que acham que quem não tem o mesmo gosto é um ser inferior, paro por aqui.

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  3. Este é um daqueles filme que aguçam a imaginação e a capacidade comum à curiosidade. Me faz lembrar de outro filme, "A Hora da Escuridão - The Darkest Hour - 2011". Acho que me fez lembra porque deixa aquele gostinho intrigante de quero mais... Sera que vai ter uma sequencia ?

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    1. Se fosse eu não faria sequência. Deixaria o mistério no "ar" mesmo. Vamos aguardar!

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  4. como faço pra ter essa versao do filme de ave maria eletronica

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    1. Não sei exatamente como, mas você pode compra-la pelo iTunes ou baixar nesses sites de musica. A música se chama ";2. 3. 5. 41" é de  Nina Fakharara (compositor de música para filmes) em parceria com William Grundler e Free the Robots. Farei um update no texto do blog incluindo toda a soundtrack do filme. Beijos!

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  5. Eu gostei bastante desse filme. Um tanto descompromissado com a narrativa e bem cuidadoso com o estilo. Mas tem uma galera enorme que o acha uma m...... Mas é assim mesmo. Rsrsrsrs. Tem momentos que me remete O Segredo da Cabana, algumas sequências Mad Max, lá pro clímax lembra (e muuuuuuuuuuuuito) Distrito 9 e a cena final Pandorun. Dessa mistureba muito louca saiu esse filme estiloso e cheio de referências pop: Blade Runner, Matriz e X-Men são citados pelos personagens e esse "vilão " do Fishburne é cheio de ambiguidades, o que geralmente é ótimo. Parabéns pelo blog. Abraços....

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  6. Adorei o filme, mas fiquei com algumas dúvidas, a moça não ficou com poder? E ele onde estava no final?

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  7. Adorei o filme, mas fiquei com algumas dúvidas, a moça não ficou com poder? E ele onde estava no final?

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    1. O "Nomad" mexeu no que cada um tinha mais de precioso, digamos assim. Nas pernas do rapaz, já que ele gostava de correr; nas mãos do que adorava a internet. No caso da moça ele apagou a dor de um namoro que estava acabando; ele apagou a dor do amor tanto que a corrente que ela havia jogado fora reapareceu nas mãos dela, quando entregou ao namorado. Pelo que entendi quando eles adentraram aquela casa, na verdade era o acesso a um tipo de nave espacial, pois no final isto fica bem claro. Nada haver com céu ou inferno. Eles não passaram de cobaias para os et's. cada um recebeu tecnologia híbrida. Bom foi assim que eu entendi. Bjos!!

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    2. Essa é a interpretação que a maioria deu ao filme sim. Não gosto de contar o final, mesmo quando leio algo sobre a versão do diretor, roteirista etc. Porque quando uma obra é feita, o artista tem que entender que o filme, a pintura ou seja lá o que for esta aberta para várias interpretações, resultado da vivência e crenças de cada pessoa. Resumindo: O que o anónimo aqui em cima escreveu, esta em acordo com a interpretação e da ideia do filme, sendo portanto a explicscso do final. Não li nada do diretor, mas essa é dita como a explicação para o filme. uma nave e etc e tal.

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  8. "Quem não gostou, é porque não entenderam e só devem gostar de filmes de explosões e tiros". Pois é, quando assisto um filme eu busco relaxar e não ficar decifrando enigmas, metáforas, etc. Se for para isso vou ler Kant, Hegel, Heidegger, etc. Deletando do meu HD em 5,4,3,2, 1...

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    1. Normalmente os filmes (animação, ação, drama...) sempre tem alguma mensagem para passar. Pra fazer o espectador refletir. Acho que este não foi diferente. Mas, tem hora, que realmente só assisto o filme só por assistir mesmo.Só por entretenimento, e existe vários filmes assim também.

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