sábado, 11 de abril de 2015

Momentos Artísticos e Reflexão sobre trote nas universidades

Desde pequena sempre gostei de desenhar. Acho que é um dom de família, pois meu pai desenhava muito bem, em qualquer pedacinho de papel saia um desenho incrível. Meu irmãos desenham muito melhor que eu. 

Como estou na faculdade não preciso de muitos materiais escolares, e não acho muito legal ter um daqueles cadernos com folha tripla de adesivo, TODO decorado. A partir do segundo período passei a comprar cadernos mais simples só que sentia falta “de algo mais” daí comecei a decorar por dentro.

Isso mesmo, dentro. Não nas folhas, mas na parte de dentro da capa, não faço isso sempre, meus momentos artísticos (rsrs) surgem quando estou entediada. Pode parecer infantil, porém pintar, desenhar e fazer colagem, relaxa, você se sente bem, exercitar suas habilidades, como a concentração e foco numa única atividade. Separei algumas “obras de artes” que tenho registradas em fotos:
Foto: Acervo pessoal              
Pintar não é meu forte rsrs
A capa interior da frente e só uma colagem louca e a parte interior da capa de trás, é a Lisa Simpson que também tem colagens no vestido.

Foto: Acervo pessoal
A iluminação está péssima, relevem por favor. O Doug Funnie era uma plaquinha de 40 cm (que não existe mais) que eu confeccionei para um calouro chamado Rafael que não apareceu nos primeiros dias (na verdade nem sei se ele chegou a frequentar), não tem muito significado, só fiz porque queria ser criativa e porque adoro o desenho, se você menina eu teria feito a "Patti" Maionese. Inspirei-me na plaquinha que eu ganhei quando caloura, achei tão bonitinha e bem feita que não consegui jogar fora. Sou muito sentimental.


Foto: Acervo pessoal
Olá, Gasparzinho sentadinho no sofá olhando para o lado! Essa é a plaquinha que eu ganhei, tem uns 40 cm também, guardo até hoje, vai fazer 4 anos. Ganhei de uma veterana super simpática! O propósito das plaquinhas era representar de alguma forma o calouro. Antes de entrar na universidade não tinha nenhuma rede social, só e-mail, nunca fui muito de “presença virtual” (como expliquei no post "Presença virtual e Olá" clique aqui para ler), os veteranos só sabiam meu nome não conheciam meu rosto, por isso a placa de Gasparzinho. Eu era a “Caloura fantasma”.

Foto: Acervo pessoal
Comecei a participar do trote da universidade, porque achei interessante e criativo, entre os “afazeres” teria que criar uma boneca de vassoura e andar com ela por toda a parte, a minha era essa, o nome dela era Amélia. Queria mostrar mais fotos, mas essa é a única foto que tenho. A Amélia era maior que eu; “era” porque já joguei fora há séculos. Olhando agora, achei parecido com uma boneca voo doo! Medo. Mas é engraçadinha, não? Não né, é horrível. 

Fora da medida
Entretanto, o trote começou a tomar proporções não muito legais, os calouros não eram obrigados a fazer nada, mas tem aquele negócio, se não participa EXCLUÍDO de tudo. A maioria adorava; mas eu (e algumas outras pessoas) não, achava aquelas ideias proposta pelos veteranos humilhantes e sem nexo. Por isso não quis mais fazer parte daquilo e foi à melhor decisão. Durante o trote (que não participei) alguns calouros relataram ter passado mal com uma mistura duvidosa de alimentos.

Enfim, ficou pela escolha de cada um participar ou não! Só que vai muito mais além disso, envolve muitos outros sentimentos e nem todos sabem e estão dispostos a ser tratados como diferentes, arrogantes e cheios de si. Porque ao recusar esse momento você recebe mais adjetivos do que gostaria e não são os positivos.

Foto: Divulgação
Antes perder o “momento marcante” que perde a autenticidade
Não sei se autenticidade é a palavra correta. Você pode substituir por qualquer outra palavra ou frase: personalidade, amor próprio, respeito...

Os veteranos exercem determinado poder sobre os calouros, que acham que só por estar um semestre a mais na universidade, sabem de tudo. Errado! Não sabem, e não sabem que não sabem (viram a complexidade?) e podem iludir os novatos com frases de efeito como: “Aproveitar a universidade ao máximo” dando a entender que isso só será possível com festas e trotes do jeito que bem entenderem.

Aproveitar a universidade é participar de tudo aquilo que ela oferece para completar sua formação e te ajudar a descobrir o caminho que você vai seguir após sair dela. Porque a universidade é só uma passagem na sua vida e é através de debates, iniciação cientifica, palestras, empresas júnior, projetos, congressos regionais, diretório estudantil etc. que você terá esse complemento. Trote não está nessa lista. Trote violento é crime.

Em minha opinião, se para ser considerado “da galera” e “legal” precisar deixar de ser autêntica, prefiro ser chata. Por que  sozinho ninguém fica.

Nos últimos anos apareceu um grande número de denúncias sobre trotes violentos, maneiras nada lisonjeiras de recepcionar novos estudantes. Alguns centros da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), universidade em que estudo, proibiram essas manifestações deselegantes. Matéria interessante sobre condenação por ter feito trote violento clique aqui

Foto: Divulgação
Sandra não aprova esse tipo de comportamento! 
Não sou contra todo tipo de trote, e para aqueles que não dispensam um acontecimento especial, existem muitas outras maneiras de tornar o momento de entrar na universidade memorável, muitos cursos fazem trote ecológico (clique aqui) ou trote solidário (clique aqui). Fica a dica para os veteranos de amanhã! 
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação
Beijos e até a próxima!

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