domingo, 16 de dezembro de 2018

Minhas Impressões sobre o livro "O palácio de inverno" de John Boyne

BOYNE, John. O Palácio de Inverno. São Paulo:Companhia das Letras, 2010. 453 p. 

Foto: Abeto de Ideias por Hyasmin Silva

Intercalando passado e presente, John Boyne nos conta uma parte da história da Rússia e dos seus habitantes que fugiram da guerra, abusando da imaginação, numa narração fictícia. O romance que ele apesenta não é nada piegas. É emocionante e repleto de aventuras. Sem coincidências, John Boyne resgata um pouco da realidade, da vida cotidiana e dos problemas que a guerra e a mudança brusca, que ocorreu durante os longos períodos de disputas territoriais, que levou a imigração de milhares de pessoas.

A história real, aquela que aprendemos na escola, tem muitos detalhes que nunca foram contados, deixando muitas lacunas. Como o grande mistério insolúvel que rodeia o destino da princesa Anastácia, filha caçula do Czar Russo, da família imperial Romanov. Lacunas que foram muito bem aproveitadas neste romance. 

O livro tem todos os personagens que já conhecemos de adaptações cinematográficas como Rasputin e os Czares. E nos é apresentados a alguns novos, como a doce e sonhadora Ássia; o belo rapaz devoto ao pai, Colec; ao príncipe herdeiro Alexei e ao protagonista Géorgui Jachmenev. Boyne nos propõe uma reflexão sobre a vida, para percebemos como é cheia de mistérios indecifráveis e surpresas. Não temos controle de tudo. 

Toda a história do livro é contada pela perspectiva de Jachmenev. Ele nos revela toda a sua memória, desde a sua juventude até a velhice. Conhecemos seus sentimentos, suas mudanças, suas tragédias e vitórias. E como plano de fundo, a história da Russia, o luxo, a pobreza, a imigração, guerra, a vida em Paris, a vida na Inglaterra, os conflitos religiosos, a guinada do cinema etc. O protagonista é apaixonante, e apaixonado. A cada fim de capitulo, o autor faz um "gancho" para o próximo, tornando a leitura curiosa. Sempre com alguma revelação ou mistério. A leitura flui. 

Recomendo muito este livro. E não vou contar nada porque a graça está na descoberta. Aliás, John Boyne tem uma capacidade incrível de destruir seu coração. O autor te prepara, faz você se cativar por cada personagem e, por cada palavra expressa por eles, e depois, te esmaga sem dó.

Um detalhe bem legal: O autor testa sua atenção na leitura, para saber se você leu o livro mesmo. No meio do livro, talvez próximo ao início, tem um acontecimento. Este mesmo acontecimento se repete no final do livro da mesma maneira, no mesmo lugar, com os mesmos personagens, só que em épocas diferentes. Essa situação te dá uma sensação de familiaridade muito comovente. 

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