sábado, 22 de outubro de 2016

Resenha do livro “O orfanato da senhorita Pelegrine para crianças peculiares”

















Não contém spoiler

De título original “Miss Peregrine’s Home for Peculiar Children”, o livro é escrito por Ranson Riggs, possui 290 páginas, de acordo com o PDF que li.  

Recomendo ler o livro antes de ler essa resenha. O pdf está disponivel gratuitamente neste site aqui chamado Le livros.

Vamos diretamente aos fatos sem muito rodeio. É uma literatura infanto-juvenil, que traz descrição de personagens bem caricatos como o menino que não é popular, pais ausentes, riqueza, romance adolescente. 

A grande sacada não é as crianças peculiares, porque o livro não explora muito o poder delas, e o foco, a partir de determinado momento da história, fica nos personagens Emma e Jacob que são uma espécie de casal, o interessante é a ambientação da história, as fotos, o orfanato, a fenda, os monstros, o bar, o museu; essas coisas soam mais curiosas, mas visto que é um livro para adolescente há a necessidade de criar situações para encaixar um romance entre uma garota descrita como muito bonita e um jovem com aparente problemas psicológicos e fora dos padrões. E levando esses detalhes em consideração, um livro não é original nem uma grande novidade. Pois jovens com super poderes, numa mansão, com um mentor, já vimos este enredo em vários roteiros.

Análise com uma grande sinopse:

Jacob é um garoto que não é popular na escola, herdeiro de uma fortuna acima da média, seu único amigo é um garoto forte, possivelmente popular e que é pobre. A amizade deles é baseada numa troca de favores. 

Jacob possui uma ligação muito forte com seu avô, Abraham Portman que desde pequeno enchia seu neto de histórias fantásticas da época de sua juventude de quando vivia no orfanato com crianças com dons especiais, que para não chamar de estranhas, chama de peculiares: Um garoto que tem um enxame de abelhas, menina que tem boca na parte de trás da cabeça, outra menina que levita, um rapaz que dá vidas a outros seres que podem estar mortos ou não, mais uma menina que tem “chamas” nas mãos, um garoto invisível e por aí vai. 

Um belo dia, Jacob um adolescentes de 15 anos, trabalhando na loja de sua família recebe uma ligação, a essa altura as histórias de seu avô eram apenas “uma forma de fugir da triste realidade que ele viveu na guerra e o sofrimento da perda dos pais”, era um velho senil com problemas. O avô morre de uma maneira peculiar. E Jacob fica atordoado. Até aqui, todos acham que o tormento do pobre garoto rico é uma mistura das histórias do seu avô, com o trauma de ter perdido seu herói de maneira tão violenta. 

Sua família, que o livro ressalta ser muito rica, é instruída pelo seu médico Doutor Golan, que mais tarde mostra-se peça chave para todo o mistério, que ele deveria conhecer o lugar onde seu avô foi criado, o tal orfanato. 

E seu pai, um personagem também peculiar, é um homem que não tem muita perspectiva de vida.  Casou-se com uma mulher muito rica e vive da herança dela, ele nunca consegue terminar um projeto, desiste fácil, o seu maior projeto incompleto é o das aves que ele adora observar; movido pela vontade escrever um livro e finalmente, com a expectativa de terminá-lo, resolve acompanhar o filho nessa viagem. E neste lugar, está ilha cercada de mistérios sobrenaturais, a história se desenrola.  

A história da ilha, e tudo que aconteceu há mais de 70 anos, é bem confusa. O avô de Jacob, carinhosamente chamado de Abe, era muito amado neste orfanato — cuja diretora era chamado de Ave — que supostamente foi destruído na guerra, mas na verdade, para proteger as crianças peculiares que a sociedade obviamente rejeitava pelas diferenças, a diretora Pelegrine escondeu-as num universo paralelo onde o tempo não passa, a qual eles chamam de fenda, e essas fendas sempre existiram desde de que o mundo é mundo, em todos os lugares do planeta.  Com isso, as pessoas que se escondem na fenda ficam jovens para sempre. Tipo a terra do nunca de Peter Pan.

Mas a ganância por poder, fez surgir pessoas que queriam dominar o tempo, pois o tempo não passa dentro da fenda, sendo infinito, mas continua finito fora dela, portanto essas “crianças” (Agora colocarei aspas porque não acho que são crianças, são idosos encarcerados em corpos infantis) se saírem da fenda envelhecerão e morrerão na hora. Por isso, essas pessoas que não se contentavam com essa falha no tempo/espaço, queriam o domínio total, mas algo deu errado e se transformaram em monstros terríveis, chamado de acólitos.

Como eu disse complicadérrimo explicar essa história, mas têm muitos nomes legais, desperta nossa imaginação, tem criaturas já conhecidas de outras histórias com as banshees, leitores de livros de terror entenderão com mais facilidade. 

No meu ponto de vista, Abe, não aguentou ficar nesta prisão que se torna a fenda, porque se o tempo passar demais você nunca mais poderá sair. Além da falta de convívio com outras pessoas “comuns” das quais eles já estava habituado, não vejo outro final para o personagem principal Jacob. 

Agora, preciso assistir ao filme para saber se é igual ao livro, mas a julgar pelo trailler, acho que vai explorar bem as crianças peculiares. Tomara né? E você que assistiu, o que achou?

Beijos e até a próxima

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